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Assi que co mal cresce a causa dele. |
Ir y quedar, y con quedar partirse, |
Partir sin alma y con el alma ajena, |
Oír la dulce voz de la sirena, |
Y no poder del árbol deshacir-se; |
Arder como la vela y consumirse, |
Haciendo torres sobre tierra arena, |
Caer de un cielo y ser demonio en pena, |
Y de selo jamás arrepentirse: |
Hablar entre las mudas soledades, |
Pedir prestado sobre fe paciencia, |
Y a lo temporal llamar eterno; |
Creer sospechas y negar verdades, |
Es lo que llaman en el mundo ausencia, |
Fuego en el alma, y en la vida infierno. |
Já a roxa e branca Aurora destoucava |
Os seus cabelos de ouro, delicados, |
E das flores os campos esmaltados |
Com cristalino orvalho borrifava, |
Quando o fermoso gado se espalhava |
De Sílvio e de Laurente por os prados; |
Pastores ambos, e ambos apartados |
De quem o mesmo amor não se apartava. |
Com verdadeiras lágrimas, Laurente, |
Não sei - dezia - ó Ninfa delicada, |
Porque não morre já quem vive ausente, |
Pois a vida sem ti não presta nada. |
Responde Sílvio: - Amor não o consente, |
Que ofende as esperanças da tornada. |
Já cantei, já chorei a dura guerra |
Por Amor sustentada longos anos; |
Vezes mil me vedou dizer seus danos, |
Por não ver quem o segue o muito que erra. |
Ninfas, por quem Castália se abre e cerra; |
Vós que fazeis à morte mil enganos, |
Concedei-me já alentos soberanos |
Pera que diga o mal que Amor encerra: |
Pera que aquele, que o seguir ardente, |
Veja em meus puros versos um exemplo |
De quanto em glórias prometidas mente. |
Que inda que em triste estado me contemplo, |
Se neste assunto me inspirais, contente |
Darei a minha lira ao vosso templo. |
Já claro vejo bem, já bem conheço |
Quanto aumentando vou o meu tormento, |
Pois sei que fundo em água, escrevo em vento, |
E que o cordeiro manso ao lobo peço; |
Que Aracne sou, pois já com Palas teço; |
Que a tigres em meus males me lamento; |
Que reduzir o mar a um vaso intento, |
Aspirando a esse Céu que não mereço. |
Quero achar paz em um confuso inferno; |
Na noite, do Sol puro a claridade |
E o suave Verão no duro Inverno. |
Busco em luzente Olimpo escuridade |
E o desejado bem no mal eterno, |
Buscando amor em vossa crueldade. |
Já do Mondego as águas aparecem |
A meus olhos, não meus, antes alheios, |
Que de outras diferentes vindo cheios, |
Na sua branda vista inda mais crecem. |
Parece que também forçadas decem, |
Segundo se detêm em seus rodeios. |
Triste! por quantos modos, quantos meios, |
As minhas saudades me entristecem! |
Vida de tantos males salteada, |
Amor a põe em termos, que duvida |
De conseguir o fim desta jornada. |
Antes se dá de todo por perdida, |
Vendo que não vai da alma acompanhada, |
Que se deixou ficar onde tem vida. |
Já é tempo, já, que minha confiança |
Se desça de uma falsa opinião; |
Mas Amor não se rege por rezão; |
Não posso perder, logo, a esperança. |
A vida sim; que uma áspera mudança |
Não deixa viver tanto um coracão, |
E eu só na morte tenho a salvação; |
Sim; mas quem a deseja não a alcança. |
Forçado é logo que eu espere e viva. |
Ah! dura lei de Amor, que não consente |
Quietação nũa alma que é cativa! |
Se hei-de viver, enfim, forçadamente, |
Pera que quero a glória fugitiva |
De uma esperanca vã que me atormente? |
Já me fundei em vãos contentamentos, |
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